martes, 9 de diciembre de 2008

Un poema de Stepan Shchipachyov


 

Que eu morra e os anos passem

(Puskái umrú, puskái letiát godá)

 

   Que eu morra e os anos passem,

   Que eu em cinza seja para sempre.

   Que venha pelos campos uma rapariga descalça:

   Eu erguer-me-ei, vencendo a mortalidade,

   Como poeira quente tocando as suas pernas

   Que cheiram a margaridas té aos joelhos.

(Traducción del ruso al portugués por Manuel de Seabra).