domingo, 14 de diciembre de 2008

Un poema de Stepan Shchipachyov

                     Que eu morra e os anos passem

    (Puskái umrú, puskái letiát godá)

 

       Que eu morra e os anos passem,

       Que eu em cinza seja para sempre.

       Que venha pelos campos uma rapariga descalça:

       Eu erguer-me-ei, vencendo a mortalidade,

       Como poeira quente tocando as suas pernas

       Que cheiram a margaridas té aos joelhos.

           (Traducción del ruso al portugués por Manuel de Seabra).